Ganhar até 4 Milhões com produtos de Natal - Pequena empresa vive de Natal o ano todo

By Dicas de Negocios PME - 20:03

Surgida no fundo do quintal, fábrica hoje ocupa espaço de 3 mil m².
Empresa fundada há mais de 40 anos faturou R$ 4 milhões em 2012.



No mundo dos negócios, nunca é cedo demais para pensar em Natal. Os fornecedores do setor trabalham sem parar na fabricação de produtos que vão decorar residências e empresas no final do ano.  Em São Paulo, pequenas empresas investem na fabricação de árvores e de diferentes enfeites.
Desde o começo do ano, a empresa Só Natal está estocando caixas até o teto. São mais de cinco mil produtos, como árvores, enfeites e festões. A empresa existe há mais de 40 anos, e, nesse tempo, aprendeu a arte de produzir para vários públicos, 

em todas as faixas de preço.
Uma tira de festão de cinco metros, por exemplo, custa R$ 3. O segredo é produzir bem ralo, usando pouco material. Quanto às árvores , existem modelos gigantes, encorpados, de mais de R$ 2 mil, até a mini árvore de garrafa pet, com um palmo de comprimento, que sai por R$ 1,50.
Produtos variam de festão de R$ 3 a árvore de Natal de mais de R$ 2 mil
 
O negócio surgiu no fundo do quintal da casa do empresário Antoninho Lencioni. A empresa cresceu e se transformou numa fábrica de três mil metros quadrados.
“Aqui, como o nome diz, é só Natal o ano inteiro. Olha, e não é que há uma interrupção. Os funcionários, grande parte, até têm umas férias coletivas no fim do ano, mas o escritório, os diretores, é 12 meses por ano pensando em Natal”, relata o empresário.

Um produto que tem bastante saída no Natal é o festão, que pode ser feito de dois materiais. Um deles é o plástico metalizado, que é enrolado no arame numa máquina que parece uma centrífuga, e pode ser feito em várias cores. O aparelho produz cinco metros do enfeite a cada 20 segundos.
Existem também os festões de fita de PVC, sendo os mais mais comuns nas cores verde e branco. Um outro equipamento picota a fita, enrola no arame e estica. Os festões mais baratos têm menos fita, jás os mais encorpados podem custar até R$ 33 por cinco metros do produto. Estes modelos são usados para decorar ambientes requintados.



Os festões são a matéria-prima das guirlandas e árvores de Natal. Eles são cortados em galhos de vários tamanhos, depois é dado o efeito de neve, galho por galho.
“Essa é uma das etapas mais artesanais, a nevada da árvore por um composto desenvolvido por nós mesmos, que dá efeito decorativo especial em todas as árvores que é usado. (...) É um composto à base de massa corrida. Existem mais ingredientes, mas a base é massa corrida”, explica Lencioni.

 
Concorrência com importados
Nos últimos dez anos, a empresa enfrentou seu maior desafio: a concorrência dos importados da Ásia. Mesmo com frete e impostos, eles chegam aqui pela metade do preço do nacional. Mas a empresa de Lencioni aprendeu a lidar com eles, e fez uma espécie de composição. A fábrica usa máquina e matéria-prima chinesa, e aposta na mão de obra brasileira para ter mais qualidade.
“Vou dar um exemplo: os galhos são fixos permanentes, não soltam. A gente não usa mais madeira central, usa uma barra de ferro, eles são amarrados artesanalmente. Meu funcionário tem o capricho de fazer isso aqui ficar de um ponto que você joga a árvore no chão, você passa de um ano para outro ano, outro ano que a árvore está perfeita”, explica o empresário.

Com R$ 50 mil, é possível montar um negócio como este, afirma o proprietário da Só Natal. O ideal é começar com máquinas manuais, mais baratas, para fazer os festões, e reservar capital de giro. Segundo o empresário, procura não falta. Mas atenção: um negócio que vive só do Natal exige muito planejamento.
Tem que ter muita experiência, muito cuidado, não fazer nenhuma loucura pensando que dezembro e janeiro você está milionário"
 
Antoninho Lencioni
“Nós estamos na terceira geração, então tem que ter muita experiência, muito cuidado, não fazer nenhuma loucura pensando que dezembro e janeiro você está milionário. No meio do ano você estará pobre, pobre, pobre. Tem uma estratégia de reservar parte do faturamento, dividir em pequenas aplicações no início do ano e ir resgatando durante o ano”, ensina Lencioni.
Para o organizador de uma das maiores feiras de produtos de Natal, Abdala Jamil Abdala, o setor de decoração é feito sob medida para os pequenos empresários. Eles têm agilidade, criatividade e custo baixo para se destacar no mercado.

“Ele mesmo produz, então, ele já elimina o custo da mão de obra que é fundamental e, consequentemente, ele precisa esmerar na criatividade, no design, seja lá de que produto for, natalino ou de outros setores”, diz Abdala. “E tem sim espaço para o pequeno empresário, o pequeno empresário, eu acredito que é a grande fonte do desenvolvimento desse país.”
De maio a outubro, a empresa de decoração de Antoninho Lencioni só vende por atacado, para decoradores e lojistas. Em novembro, a fábrica abre para o consumidor final. No último ano, o faturamento foi de R$ 4 milhões.

“É bonito você trabalhar com Natal o ano todo. É interessante. Chega fim do ano, o consumo é forte, aumenta... No fim do ano você não tem mercadoria suficiente para atender todos os clientes. É só questão de ter juízo e paciência o ano todo: é produzir, é produzir, é produzir...”

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